(Página da responsabilidade de Daniela Martins, Nº8 10ºC)


Biografia


2006012600_sofia.jpg
Sophia de Mello Breyner Andresen é, sem sombra de dúvida, uma das mais importantes poetisas portuguesas do séc. XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.
Sophia nasceu no Po rt o a 6 de Novembro de 1919 e faleceu em Lisboa a 2 de Julho de 2004.
Criada na velha aristocracia portuense, educada nos valores tradicionais da moral cristã, foi dirigente de movimento universitários católicos, quando frequentava Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciado o regime salazarista e os seus seguidores.
Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia denota, para além da sólida cultura clássica da autora e da sua paixão pela cultura grega, a pureza e a transparência da palavra na sua relação da linguagem com as coisas A luz e a magia estão sempre presentes na obra de Sophia, quer na obra poética, quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou em clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como “O Rapaz de Bronze”, “A Fada Oriana” ou “A Menina do Mar”.

Prémios e distinções
.Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, 1964 (Canto Sexto)
· Prémio Teixeira de Pascoaes, 1977 (O Nome das Coisas) d9a7A42.tmp.jpg
· Prémio da Crítica, da Assoc. Internacional de Críticos Literários, 1983 (pelo conjunto da obra)
· Prémio D. Dinis, da Fundação da Casa de Mateus, 1989 (Ilhas)
· Grande Prémio de Poesia Inasset/Inapa, 1990 (Ilhas)
· Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças, 1992 (pelo conjunto da obra)
· Prémio 50 Anos de Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores, 1994
· Prémio Petrarca, da Associação de Editores Italianos
· Homenageada do Carrefour des Littératures, na IV Primavera Portuguesa de Bordéus e da Aquitânia, 1996.
· Prémio da Fundação Luís Miguel Nava, 1998 (pelo livro O Búzio de Cós e Outros Poemas)
· Prémio Camões, 1999 (pelo conjunto da obra)
· Prémio Rosalia de Castro, do Pen Club Galego, 2000
· Prémio Max Jacob Étranger, 2001
.Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana, 2003

Alguns poemas

· Retrato de uma princesa desconhecida (16/10/95)
· Exílio (31/10/95)
· Porque (12/2/96)
· Ausência (26/4/96)
· Um dia (4/11/96)
· Hora (30/12/96)
· Se tanto me dói que as coisas passem (21/4/97)
· 25 De Abril (26/4/99)
· Tão Grande Dor (20/9/99)
· Poema (23/04/01)
· Espero (28/05/01)
· Pirata (11/06/01) arpad-sofia-full.jpg
· A hora da partida
· Chamo-te porque tudo está ainda no princípio
·
Terror de te amar
·
Que nenhuma estrela queime o teu perfil

Algumas obras da autora

· Poesia, 1944;
· Dia do Mar, 1947;
· Oral, 1950;
· No Tempo D ividido, 1954;
· A Fada Oriana, 1958;
· Mar Novo, 1958;
· A Menina do Mar, 1958;
· Livro Sexto, 1962;
· O Rapaz de Bronze, 1965;
· O Cavaleiro da Dinamarca, 1964;
· Geografia, 1967;
· A Floresta, 1968;
· Dual, 1972;
· Nome das Coisas, 1977;
· Musa, 1994...




A minha leitura pessoal da obra de Sophia:


Ao ler os poemas de Sophia de Mello Breyner, fiquei com a ideia de que a poetisa era uma mulher que vivia a vida de uma forma apaixonada, que lutava pelos seus direitos e pelos Direitos Humanos.
Quase todos os seus poemas têm um toque de ternura e amor que me impressionou.