João Nuno Damas Pinto Ângelo, nº12, 10ºD
Portugal na segunda metade do século XX
Portugal era um país eminentemente rural. Existiam grandes propriedades rurais onde os trabalhadores não tinham empregos permanentes e eram escolhidos em “praças de jorna” podendo ou não trabalhar nesse dia. Na indústria, no comércio e na função pública muitos trabalhadores viviam situações de miséria pelos baixos salários que recebiam e por desrespeito por um horário de trabalho humanamente aceitável. Isso forçou muitos portugueses a emigrar, forçou o êxodo rural, pois mesmo a agricultura minifundiária era uma agricultura de auto-consumo e pouco moderna.
Era levada à prática uma política economicista (de poupança). Os cofres estavam cheios mas as pessoas viviam na miséria. A saúde e o ensino eram de má qualidade e não eram acessíveis a todos.
A partir da década de 60, com o início da guerra colonial, a situação económica agravou-se, forçando cada vez mais gente, sobretudo jovens, a emigrar, por razões económicas e para fugir à guerra.

Politicamente vivia-se num regime fascista caracterizado pela falta de liberdades democráticas e pela perseguição de quem tinha ideias diferentes das do regime. O regime político impunha uma política de medo levada a cabo pela PIDE.
Muitos dos poetas aqui retratados viram as suas obras censuradas e proibida a sua divulgação, casos de Manuel Alegre, Natália Correia, Jorge de Sena, Mário Cesariny ou Sophia de Melo Andresen.
O regime fascista impediu a expressão livre das pessoas.


Em Abril de 1974 a vida de muitos portugueses mudou radicalmente. Passou a haver liberdade de expressão, saúde e ensino gratuitos, terminou a guerra colonial e procedeu-se à descolonização.
Com a restauração da democracia, os portugueses melhoraram a sua vida.

Para saber mais... Antes e depois do 25 de Abril.