(Página da responsabilidade de Diana Correia, nº 9 do 10º C)


"A nossa disputa é por princípios e valores, não é por lugares"


Manuel Alegre

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Manuel Alegre de Melo Duarte é um poeta e político português, que nasceu no dia 12 de Maio de 1936, em Águeda.

Manuel Alegre foi opositor do regime salazarista e durante o período do Estado Novo esteve exilado na Argélia.
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(fotografia com a Mãe em Tipasá, Argélia)

Este poeta e político português é membro destacado do Partido Socialista português, partido do qual foi fundador e vice-presidente e pelo qual é deputado na Assembleia da República.

Estudou Direito, na Universidade de Coimbra,e cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola, altura em que foi preso pela polícia política (PIDE) por causa de se ter revoltado contra essa mesma guerra.tempos_de_estudante_em_coimbra.jpg

Manuel Alegre produziu uma vasta obra literária, que lhe conferiu notariedade nos meios populares e nos meios académicos. A sua obra poética é a que mais se destaca.

Recebeu vários prémios literários e recebeu o primeiro prémio do Ferstival RTP da canção, com o seu poema Uma flor de verde pinho, musicada por José Niza e cantada por Carlos do Carmo.


A nível político, foi secretário de estado da comunicação social e porta voz do 1º Governo Constitucional.

Em 2004, concorreu às eleições internas para Secretário-Geral do PS, mas quem acabou por ganhar foi José Sócrates.
Um ano mais tarde, anunciou a sua candidatura às eleições para a Presidência da República, realizadas em 22 de Janeiro de 2006, onde não conseguiu a vitória.
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Após as eleições, Manuel Alegre formou um movimento cívico, denominado Movimento de Intervenção e Cidadania.





Principais condecorações e medalhas



Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, Comenda da Ordem de Isabel, a Católica e Medalha de Mérito do Conselho da Europa, de que é Membro Honorário.
Medalha da Cidade de Veneza, por ocasião do Convénio Internacional “La Porta d’Oriente – Viaggi e Poesia” (Novembro de 1999).
Medalha de Ouro da Cidade de Águeda, na sua terra natal.
Ordem de Mérito Nacional da Argélia, “DJADIR”, atribuída pelo Presidente Bouteflika, em 31 de Maio de 2005.
Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, em 21 de Maio de 2008
Grande Oficial da Ordem da Estrela da Solidariedade Italiana, atribuída pelo Presidente de Itália, em 2 de Junho de 2008


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Prémios literários



1998 - Prémio de Literatura Infantil António Botto, pelo livro As Naus de Verde Pinho
1998 - Prémio da Crítica Literária atribuído pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, pelo livro Senhora das Tempestades
1998 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, patrocinado pelos CTT, pelo livro Senhora das Tempestades
1999 - Prémio Pessoa, patrocinado pelo jornal Expresso e importante referência no panorama cultural português, pelo conjunto da Obra Poética, editada em 1999
1999 - Prémio Fernando Namora, patrocinado pela Sociedade Estoril-Sol, pelo livro A Terceira Rosa
2008 – Prémio D. Dinis, patrocinado pela Fundação da Casa Mateus, pelo livro Doze Naus

Obras:

Poesia1965 - Praça da Canção
1967 - O Canto e as Armas
1971 - Um Barco para Ítaca
1976 - Coisa Amar (Coisas do Mar)
1979 - Nova do Achamento
1981 - Atlântico
1983 - Babilónia
1984 - Chegar Aqui
1984 - Aicha Conticha
1991 - A Rosa e o Compasso
1992 - Com que Pena – Vinte Poemas para Camões
1993 - Sonetos do Obscuro Quê
1995 - Coimbra Nunca Vista
1996 - As Naus de Verde Pinho
1996 - Alentejo e Ninguém
1997 - Che
1998 - Pico
1998 - Senhora das Tempestades
2001 - Livro do Português Errante
2008 - Nambuangongo, Meu Amor
2008 - Sete Partidas

Ficçãomanuel-alegre-cafe-com-letras.jpg

1989 - Jornada de África
1989 - O Homem do País Azul
1995 - Alma
1998 - A Terceira Rosa
1999 - Uma Carga de Cavalaria
2002 - Cão Como Nós
2003 - Rafael


Outros

1997 - Contra a Corrente (discursos e textos políticos)
2002 - Arte de Marear (ensaios)
2006 - O Futebol e a Vida, Do Euro 2004 ao Mundial 2006. (crónicas)

Poemas

  1. Trovas do vento que passa
  2. Flores para Coimbra
  3. Lisboa perto e longe
  4. Letra para um hino
  5. Ser ou não ser
  6. Regresso


A minha opinião sobre os poemas de Manuel Alegre:

Sinceramente, antes de fazer este trabalho sobre Manuel Alegre, tinha uma visão deste senhor como sendo um político e não um poeta, mas depois de toda a pesquisa freparei que por detrás da figura política e estatal está um homem de coração grandioso e com sentimentos.
Após a leitura dos poemas de Manuel Alegre, fiquei com a percepção de que para este poeta a liberdade, a democracia, o país e os direitos são aspectos muito importantes e toda a vivência que este viveu durante a ditadura lhe serviu de inspiração para poemas.
Aquilo com que eu mais me identifiquei nos poemas que li foi a liberdade.




Enya - Angel.mp3 - Enya