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Herberto Hélder de Oliveira (Funchal, 23 de Novembro de 1930) é um escritor português de ascendência judaica.

Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,

tendo trabalhado em Lisboa como jornalista, bibliotecário, tradutor e apresentador de programas de rádio.

Viajou por diversos países da Europa realizando trabalhos corriqueiros,

sem nenhuma relação com a literatura e foi director de uma revista em Angola em 1971 onde sofreu um acidente grave.

É considerado um dos mais originais poetas vivos de língua portuguesa.

A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio.

Obra

Poesia

  • Poesia – O Amor em Visita (1958)
  • A Colher na Boca (1961)
  • Retrato em Movimento (1967)
  • O Bebedor Nocturno (1968)
  • Vocação Animal (1971)
  • O Corpo o Luxo a Obra (1978)
  • As Magias (1987)
  • Ofício Cantante (2009)

Ficção

  • Os Passos em Volta (1963)
  • Apresentação do Rosto (1968).
  • A Faca Não Corta o Fogo(2008).





Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.
Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.
Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.


Comentário:
Este escritor embora não seja muito conhecido,
na minha opinião os seus poemas são bastante belos,
o meu preferido foi o que coloquei no trabalho,
mas como e obvio não faz o meu género de poesia.
Aprendi algo ao fazer este trabalho,
foi uma forma dinâmica de ficar a saber mais,
sobre poetas que eu nem sabia que existiam.