(Página da responsabilidade de:Ana Oliveira nº3_10ºD)

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“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.”



Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa, nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888. Foi um poeta e escritor português. É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões.
external image Pessoa10anos.jpgA 26 de Julho de 1895, escreveu o seu primeiro poema “À Minha Querida Mamã”, dedicando-o à sua mãe, D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira.
A Julho de 1902 Pessoa pública o seu primeiro texto, com apenas 14 anos. O poema intitula-se "Quando a dor me amargurar..." e é publicado no jornal "O Imparcial".
Teve uma vida discreta, actuando no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente na literatura, onde se desdobrou em vários heterónimos, tais como Álvaro Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.
Ficou sobretudo conhecido como grande prosador do modernismo em Portugal, expressando-se tanto com o seu próprio nome, como através dos seus heterónimos. Entre estes ficaram famosos três: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.
O seu percurso intelectual dificilmente se descreve em poucas linhas. É sobretudo o relato de uma grande viagem de descoberta, à procura de algo divino mas sempre desconhecido.
Os últimos anos são vividos em angústia. Os seus projectos intelectuais não se realizaram plenamente, nem sequer parcialmente. Talvez os seus objectivos fossem à partida demasiado elevados. Certo é que esta falta de resultados concretos deixou-o num desespero cada vez mais profundo. Foi um profeta que esperava a realização da sua profecia, mas que morreu aos 47 anos sem ver sequer o princípio da sua realização. A sua última frase foi escrita na língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring... " ("Eu não sei o que o amanhã trará").



Poemas de Fernando Pessoa


«À minha querida mamã»
Ó terras de Portugal
Ó terras onde eu nasci
Por muito que goste delas
Inda gosto mais de ti.


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«Antes o vôo»
Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à natureza,
Porque a natureza de ontem não é natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!

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«Talvez o último dia da minha vida»

É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.

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Bibliografia


  • O primeiro poema: 1895
  • Glosa a poema de Augusto Gil: 1902
  • Macaulay: 1904
  • Na Floresta do Alheamento: 1913
  • O Guardador de Rebanhos: 1914
  • Odes de Ricardo Reis: 1914
  • «O Marinheiro»: 1915
  • «Orpheu n.º1»
  • «Orpheu n.º2»
  • «Ultimatum» de Álvaro de Campos: 1917
  • Antinous: 1918
  • 35 Sonnets: 1918
  • O Banqueiro Anarquista: 1922
  • Tabacaria: 1928
  • O Provincialismo Português: 1928
  • O Caso Mental Português: 1932
  • Mensagem: 1934
  • Carta da Corcunda ao Serralheiro

A minha leitura sobre Fernando Pessoa
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Fernando Pessoa foi um jovem com uma vida difícil, no entanto venceu os obstáculos e hoje é considerado um dos mais prestigiados poetas portugueses do séc.XX. Implantou em Portugual os movimentos vanguardistas, constituíndo a revista Orpheu. Com a mesma criou grandes laços de amizade com Mário de Sá Carneiro.
Os seus vários heterónimos enriqueceram a sua poesia, tornando Pessoa um poeta imortalizado.