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António Víctor Ramos Rosa


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Nasceu a 17 de Outubro de 1924, em Faro.
Sabe-se que estudou em Faro e não terminou o ensino secundário, por questões de saúde.
O ano de 1958 foi um dos mais importantes, já que publicou um dos seus poemas no jornal " A voz de Loulé", intitulado, "Os dias, sem matéria" e ainda publicou o livro nº1 da colecção " A palavra", chamado " O grito Claro".
Nesse mesmo ano, iniciou a publicação da revista " Cadernos do meio-dia" que encerra dois ano depois, por causa da polícia política.
Quem quiser ver exposto este célebre nome, basta deslocar-se até à biblioteca Municipal de Faro.


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GRITO CLARO




De escadas insubmissas
de fechaduras alerta
de chaves submersas
e roucos subterrâneos
onde a esperança enlouqueceu
de notas dissonantes
dum grito de loucura
de toda a matéria escura
sufocada e contraída
nasce o grito claro

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Obra:




  • 1958- O Grito Claro
  • 1960 - Viagem Através duma Nebulosa
  • 1961 - Voz Inicial
  • 1961 - Sobre o Rosto da Terra
  • 1963 - Ocupação do Espaço
  • 1964 - Terrear
  • 1966 - Estou Vivo e Escrevo Sol
  • 1969 - A Construção do Corpo
  • 1970 - Nos Seus Olhos de Silêncio
  • 1972 - A Pedra Nua
  • 1974 - Não Posso Adiar o Coração (vol.I, da Obra Poética)
  • 1975 - Animal Olhar (vol.II, da Obra Poética)
  • 1975 - Respirar a Sombra (vol.III, da Obra Poética)
  • 1975 - Ciclo do Cavalo
  • 1977 - Boca Incompleta
  • 1977 - A Imagem
  • 1978 - As Marcas no Deserto
  • 1978 - A Nuvem Sobre a Página
  • 1979 - Figurações
  • 1979 - Círculo Aberto
  • 1980 - O Incêndio dos Aspectos
  • 1980 - Declives
  • 1980 - Le Domaine Enchanté
  • 1980 - Figura: Fragmentos
  • 1980 - As Marcas do Deserto
  • 1981 - O Centro na Distância
  • 1982 - O Incerto Exacto
  • 1983 - Quando o Inexorável
  • 1983 - Gravitações
  • 1984 - Dinâmica Subtil
  • 1985 - Ficção
  • 1985 - Mediadoras
  • 1986 - Volante Verde
  • 1986 - Vinte Poemas para Albano Martins
  • 1986 - Clareiras
  • 1987 - No Calcanhar do Vento
  • 1988 - O Livro da Ignorância
  • 1988 - O Deus Nu(lo)
  • 1989 - Três Lições Materiais
  • 1989 - Acordes
  • 1989 - Duas Águas, Um Rio (colaboração com Casimiro de Brito)
  • 1990 - O Não e o Sim
  • 1990 - Facilidade do Ar
  • 1990 - Estrias
  • 1991 - A Rosa Esquerda
  • 1991 - Oásis Branco
  • 1992 - Pólen- Silêncio
  • 1992 - As Armas Imprecisas
  • 1992 - Clamores
  • 1992 - Dezassete Poemas
  • 1993 - Lâmpadas Com Alguns Insectos
  • 1994 - O Teu Rosto
  • 1994 - O Navio da Matéria
  • 1995 - Três
  • 1996 - Delta
  • 1996 - Figuras Solares

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Revistas em que colaborou:


  • 1952 -1954 - Árvore
  • 1956 - Cassiopeia
  • 1958 -1960 - Cadernos do Meio-dia
  • Esprit
  • Europa Letteraria
  • Colóquio-Letras
  • Ler
  • O Tempo e o Modo
  • Raiz & Utopia
  • Seara Nova
  • Silex
  • Revista Vértice




Jornais em que colaborou:

  • A Capital
  • Artes & Letras
  • Comércio do Porto
  • Diário de Lisboa
  • Diário de Notícias
  • Diário Popular
  • O Tempo


Prémios:


A minha leitura da obra de Ramos Rosa:


Posso dizer que aprendi muito com este autor e com a sua força para conseguir fazer o que mais amava: brincar com as palavras.
Impressionou-me o facto de não ter sido fácil realizar os seus sonhos, em virtude de uma doença que nem o deixou terminar o ensino secundário, e, mesmo assim, não ter desistido, continuando a lutar por aquilo de que gostava.
A sua poesia é bastante intensa; talvez por isso eu tenha gostado tanto de trabalhar com um autor que, à partida, me era totalmente desconhecido.