Pagina da responsabilidade de Gisele Branco nº 12 10º C

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É PRECISO FAZER UM ESFORÇO
É preciso fazer um esforçoConsiderar possívelEstar sempre de perfilSer mono-asaBarbatana sem dorsoBranco sem luzAve sem cisneOndular no arSer o remoto futuroRelâmpago sem ser vistoForça sem motorBuraco sem quedaConsiderar possívelEros sem frenéticoLivro sem que o leiamPoema sem que o façamFazer um esforçoSentir insensívelSem que seja possívelSem que seja precisoProfundamenteTudo é tão importanteComo um olhar furtivo
Ana Hatherly




Ana Hatherly (Porto, 1929) é uma poetisa, ensaísta, investigadora, tradutora, professora universitária e artista plástica portuguesa. Poetisa do grupo de vanguarda ligado ao Movimento da Poesia Experimental portuguesa, começou a expôr em 65, apresentando-se individualmente pela primeira vez na Galeria Quadrante. Ana Hatherly nasceu no Porto em 1929, mas mudou-se para Lisboa desde muito cedo, onde ainda vive e trabalha. Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da

Universidade de Lisboa, diplomada em estudos cinematográficos na London Film School e doutorada em Literaturas Hispânicas na Universidade de Berkeley, foi professora. Hatherly inicia a sua carreira literária em 1958 com o livro Um Ritmo Perdido e, um ano depois, faz as suas primeiras pesquisas no campo da poesia concreta. Em 1965, liga-se à poesia experimental e, em 1969, a exposição Anagramas, na Galeria Quadrante, marca o início do seu percurso no domínio das artes plásticas. O título da exposição remete para uma série de outras obras em que o nome da artista surge inserido. Tal será o caso de Tisanas, Anagramático, Anacrusa, Leonorama...

Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura. Em 1998 obteve o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prémio de Poesia do P.E.N. Clube Português; em 2003 o Prémio de Poesia Evelyne Encelot, em França, e o Prémio Hannibal Lucic, na Croácia. Paralelamente tem uma carreira como artista plástico, iniciada nos anos 60, com um extenso número de exposições individuais e colectivas em Portugal e no Estrangeiro. Obras suas estão incluídas nos principais Museus de Arte Contemporânea portugueses e em colecções privadas nacionais e estrangeiras.

Minha Opnião:


Penso sinceramente que ana haterly é uma uma mulher extraordinária, Uma mulher que nos faz ter orgulho, não é a poetisa mais conhecida como podemos ver, eu quando a recebi como tema de trabalho, bem a primeira coisa que pensei foi: - Deve ser só mais uma poetisa. Descobri ao decorrer desse trabalho que ela não é só mais uma poetisa, sua vida foi preenchida com feitos de que concerteza orgulha-se, existem pessoas que conformam-se com pouco, ana haterly não ela quis dar um verdadeiro sentido a sua vida, fazer cada minuto valer a pena, e provou que mesmo sendo mulher, a sua maneira conseguiu mudar o mundo, porque conseguiu fazer pessoas pensarem com suas poesias, textos, cujo alguns li e achei muito interessantes, também destacou-se na pintura, quadros magnificos foram os que ela fez, e premios merecidos que recebeu, agora sei que ela não é só mais uma poetisa, ela é A Poetisa, A pintora, A investigadora, A professora... Ela é A mulher de que Portugal deveria conhecer e orgulhar-se, tal como tantas outras grandes mulheres portuguesas magnificas existentes.






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Poesia Um Ritmo Perdido. Lisboa: 1958. As Aparências. Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 1959. A Dama e o Cavaleiro. Lisboa: Guimarães, 1960. Sigma. Lisboa: 1965. Anagramático. Lisboa: Moraes, 1970. O Escritor. Lisboa: Moraes, 1975. Poesia (1958-1978). Lisboa: Moraes, 1979. O Cisne Intacto. Porto: Limiar, 1983. A Cidade das Palavras. Lisboa: Quetzal, 1988. Volúpsia. Lisboa: Quimera, 1994. 351 Tisanas. Lisboa: Quimera, 1997. A Idade da Escrita (Lisboa, Edições Tema, 1998). Variações (no prelo). Ficção O Mestre. Lisboa: Arcádia, 1963; 2ª ed., Moraes, 1976; 3ª ed,. Quimera, 1995. Crónicas, Anacrónicas, Quase-Tisanas e outras Neo-Prosas. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1977. Anacrusa. Lisboa: Edições Engrenagem, 1983. Ensaio O Espaço Crítico. Lisboa: Caminho, 1979. PO.EX - Poesia Experimental Portuguesa (com E. M. de Mello e Castro). Lisboa: Moraes, 1981. A Experiência do Prodígio - Bases Teóricas e Antologia de Textos-Visuais Portugueses dos séculos XVII e XVIII. Lisboa: I.N.C.M., 1983. Defesa e Condenação da Manice. Lisboa: Quimera, 1989. Poemas em Língua de Preto dos séculos XVII e XVIII. Lisboa: Quimera, 1990. Elogio da Pintura (com Luís Moura Sobral). Lisboa: Instituto Português do Património Cultural, 1991. A Preciosa, de Sóror Maria do Céu. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1991. Lampadário de Cristal, de Frei Jerónimo Baía. Lisboa: Editorial Comunicação, 1991. O Desafio Venturoso, de António Barbosa Bacelar. Lisboa: Assírio & Alvim, 1991. O Triunfo do Rosário, de Sóror Maria do Céu. Lisboa: Quimera, 1992. A Casa das Musas. Lisboa: Estampa, 1995. O Ladrão Cristalino. Lisboa: Edições Cosmos, 1997.




«O golum alugado» e «aos poucos», do Pavão Negro, de Ana Hatherly